Gênero composto por espécies de difícil diagnose em campo. Vivem em florestas e áreas semi-abertas com arborização esparsa. Capturam artrópodes desde o estrato superior até o estrato baixo e constroem seus ninhos em forma de taça aberta, nas árvores.
o piolhinho-chiador mede 12 centímetros. Diferencia-se de outras espécies do gênero Phyllomyias pelo píleo oliváceo e asas com marcas quase inconspícuas, sem faixas e bandas discerníveis. Seu bico é curto e massivo.
Vive em florestas úmidas em matas primárias e secundárias altas.
Restrito ao Sudeste e ao Sul. Realiza migrações altitudinais, aparecendo ao norte de sua distribuição no Rio de Janeiro durante o inverno e ao Sul, durante o verão.
O piolhinho mede 11 centímetros. Apresenta a cabeça cinza com a listra supraciliar, as auriculares e a garganta brancas. Suas asas são levemente barradas e possui a plumagem de cor olivácea nas partes superiores e amarelo-claro nas inferiores.
É a espécie mais comum do gênero Phyllomyias, frequentando bordas de florestas úmidas, matas secas, matas mesófilas, matas de galeria, áreas abertas com arborização esparsa, parques, jardins urbanos e também na zona rural. Acompanha bandos mistos em copas ou à média altura. É parcialmente migratória entre 0 e 800 metros e raramente chega a 1800 metros.
Possui uma ampla distribuição, nas cinco regiões brasileiras.
O piolhinho-de-cabeça-cinza mede 10 centímetros. Seu topete e asas cinza-escuras são um tanto anegrados.
Vive em florestas úmidas ribeirinhas.
Apresenta distribuição esparsa e pouco conhecida na Amazônia.
O piolhinho-serrano mede 10 centímetros. Apresenta cabeça cinza, flancos amarelados e partes inferiores brancas em contraste com o verde-fOlha das partes superiores e não-oliváceos com as outras do gênero Phyllomyias.
Vive em áreas serranas na Mata Atlântica entre 150 e 1850 metros. Acompanha bandos mistos em grupos monoespecíficos de 3 a 6 indivíduos.
Espécie endêmica do Sul e Sudeste do Brasil.
Não há registro dessa espécie no site
O piolhinho-do-grotão mede apenas 10 cm de comprimento. Espécie pequena do Brasil Central, apresenta em geral, uma plumagem clara. Distingue-se dos demais Phyllomyias pelo píleo levemente acizentado e pela garganta branca.
Apesar de praticamente desconhecido, foi encontrado no dossel e sub-bosque de matas de galeria e matas secas de altura (onde frequentemente se junta a bandos mistos) na região do Cerrado em altitudes de 700 a 1000 m (Ridgely e Tudor 1994, Stotz et al. 1996), além de matas tropicais secas (da Silva 1996) e grotões úmidos do Planalto Central (Sigrist). Incomum, é espécie pouco estudada em campo. Pode estar sofrendo com a destruição de habitats de cerrado para a conversão em áreas agrícolas (especialmente para pastagens e plantações de eucalipto), e pode ser afetada pela propagação de incêndios em campos e fazendas adjacentes. Os seus habitats de floresta seca também estão sob constante pressão do desmatamento, principalmente para a indústria de carvão vegetal, agricultura e plantações de eucalipto.
Em nosso país, está presente no sul do Piauí, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e no leste do Mato Grosso do Sul. Também ocorre no nordeste do Paraguai.